Manaus, 27 de Junho de 2017
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Projeto banda larga terá impactos sociais no Estado

O projeto de implantação da internet banda larga em municípios do interior do Amazonas trará impactos sociais para a população. A iniciativa está sendo capitaneada pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Sect/AM) em parceria com a Empresa de Processamento de Dados do Amazonas S/A (PRODAM) e a Telebrás.

A ação prevê o uso da infraestrutura do cabo de fibra ótica do gasoduto Coari-Manaus para instalação do serviço de internet banda larga nos municípios de Iranduba, Manacapuru, Caapiranga, Novo Airão, Anamã, Anori, Codajás e Coari. O projeto integra o acordo de cooperação técnica firmado, no ano passado, entre as três instituições com a finalidade de expandir o nível de qualidade do sistema de comunicação no Estado, ampliando o número de municípios interligados pela Rede Estadual de Comunicação.

De acordo com o titular da SECTAM, Odenildo Sena, essa iniciativa terá impactos grandiosos para a sociedade amazonense, com a geração de benefícios em diferentes áreas, como indústria, comércio, saúde, educação, entre outras. Outro aspecto positivo é a possibilidade de conectar as instituições das esferas municipal, estadual e federal de maneira a garantir prestação de serviço de melhor qualidade à população. “Isso não representa praticamente nada para quem está em outras regiões do País. Contudo, para nós (do Amazonas) isso representa um salto social enorme. Uma verdadeira revolução”, disse.

O diretor-presidente da PRODAM, Tiago Paiva, explica que o cronograma de execução do projeto prevê, inicialmente, a interligação dos municípios de Coari e Manaus, por meio da expansão do cabeamento de fibra ótica já disponível na infraestrutura do gasoduto. “A partir desta primeira ação, será possível levar aos municípios, mais adiante, os links de internet e os sistemas operacionais de inúmeros programas do Governo do Estado”, destacou. O diretor ressalta que a iniciativa consolida, também, a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, no Amazonas.

Benefícios para a área de C&T

No que se refere aos impactos na área de Ciência e Tecnologia (C&T), a implantação desse projeto deverá contribuir para ampliar a quantidade de pesquisadores fixados nos municípios do interior e em decorrência, a quantidade de atividades de pesquisa nesses locais. “Hoje, temos uma dificuldade enorme para consegue fixar pesquisadores no interior – ainda que os salários sejam competitivos – porque essas pessoas não querem ficar isoladas e comprometer a sua carreira acadêmica. Daí, a importância do que estamos querendo conquistar”, afirmou Odenildo Sena.

Outro benefício apontado com a implantação da banda larga para C&T nesses municípios é a maior interação das unidades de instituições de ensino e pesquisa em funcionamento no interior, o que facilitará o acesso e a troca de informações fundamentais para o desenvolvimento de pesquisas no Estado.

Sena destacou, ainda, a possibilidade de melhoria da qualidade das ações do projeto Telessaúde, um programa do Ministério da Saúde, operacionalizado, no Estado, pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no âmbito do programa Amazonas Digital. “A telessaúde é uma das grandes saídas para o nosso Estado. A UEA desenvolve um projeto belíssimo de Telessaúde a duras penas devido a essa enorme dificuldade”, frisou.

Visitas técnicas

Nesta semana, foi iniciado o trabalho de vistoria nos municípios que serão beneficiados pelo projeto. O primeiro a receber os representantes das três instituições foi a cidade de Iranduba. A finalidade das visitas é levantar informações que possam servir de subsídio para a sistematização do plano de trabalho e cronograma de ações.

No município de Iranduba, especificamente, a expansão da Internet banda larga será viabilizada por meio do projeto Cidade Digital, resultado de parceria entre a SECTAM, PRODAM, o Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas (Cetam) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O valor total do projeto é de R$ 2,5 milhões, sendo R$ 2 milhões oriundos de recursos concedidos pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e R$ 500 mil pela Seduc.

Por: Ciência em Pauta/SECTAM e Assessoria de Comunicação da PRODAM